Turma X · Cálculo I
n = 53 alunos · 5.0 = mínimo de aprovação
Um panorama quantitativo do aproveitamento de duas turmas (X e Y) nas disciplinas de Cálculo I e Vetores e Geometria Analítica, identificando padrões, diferenças e sinais de alerta no processo de ensino-aprendizagem.
O ensino de disciplinas de base como Cálculo I e Vetores e Geometria Analítica (VGA) é fundamental para a formação de estudantes em ciências exatas e engenharias. Ainda assim, é comum observar altas taxas de reprovação que afetam a permanência e o progresso no curso.
Este estudo propõe uma análise detalhada do desempenho acadêmico de duas turmas da Universidade Federal de Mato Grosso nessas disciplinas, com o objetivo de fornecer um panorama quantitativo que subsidie discussões e ações pedagógicas futuras.
Objetivo: identificar padrões, diferenças e similaridades no aproveitamento dos alunos em ambas as disciplinas e turmas, oferecendo insumos para compreender os desafios e sucessos do processo de ensino-aprendizagem.
Foram coletadas as notas finais de duas turmas, designadas como Turma X e Turma Y, nas disciplinas de Cálculo I e VGA. Os dados foram organizados e processados com ferramentas de análise estatística, passando pelas seguintes etapas:
Cálculo de média, desvio padrão, mínimo, máximo e quartis (Q1, mediana e Q3) para cada grupo.
Considerou-se aprovada a obtenção de nota ≥ 5,0, conforme as diretrizes da UFMT.
Boxplots e histogramas para a distribuição de notas, e gráfico de barras para comparar as taxas de aprovação.
A análise quantitativa revela um desempenho médio abaixo do esperado em ambas as disciplinas, com medianas que evidenciam a dificuldade geral dos estudantes.
| Estatística | Turma X · Cálculo I | Turma X · Vetores e Geometria Analítica | Turma Y · Cálculo I | Turma Y · Vetores e Geometria Analítica |
|---|---|---|---|---|
| Média | 2,11 | 2,38 | 1,83 | 2,90 |
| Mediana | 0,59 | 0,81 | 0,00 | 1,75 |
| Desvio padrão | 2,76 | 2,60 | 2,98 | 2,90 |
| Mínimo | 0,00 | 0,00 | 0,00 | 0,00 |
| Q1 (25%) | 0,00 | 0,00 | 0,00 | 0,21 |
| Q3 (75%) | 4,07 | 5,02 | 2,52 | 5,21 |
| Máximo | 9,63 | 8,17 | 9,45 | 8,75 |
| Nº de alunos | 53 | 52 | 52 | 59 |
| Aprovação (%) | 20,75% | 28,85% | 21,15% | 32,20% |
Desvios padrão entre 2,7 e 3,0 revelam que poucos alunos se destacam; a maioria se concentra nas faixas mais baixas.
Em ambas as turmas, VGA apresenta médias e medianas superiores às de Cálculo I — perfis de dificuldade distintos.
Em 3 dos 4 grupos, mais de 40% zeraram ou não compareceram à prova final.
A análise visual revela alta concentração de notas próximas de zero, com a mediana colada ao quartil inferior e alguns valores atípicos superiores.
Linha tracejada vermelha marca a nota mínima de aprovação (5,0). Passe o mouse sobre as caixas para detalhes.
Frequência relativa (%) por faixa. A linha vermelha em 5,0 indica o corte de aprovação.
Considerando o critério de aprovação da UFMT (nota final ≥ 5,0), os resultados são preocupantes em todas as combinações — nenhum dos grupos ultrapassa um terço dos alunos aprovados.
Critério de aprovação usado pela UFMT — e a nota média nunca chega perto disso.
Para cada turma, separamos os alunos em três grupos: aprovados (≥ 5,0), reprovados com nota (0 < nota < 5,0) e zeros (não compareceram ou zeraram a prova final). A "cauda esquerda" (notas baixíssimas) pesa mais do que a taxa agregada sugere.
n = 53 alunos · 5.0 = mínimo de aprovação
n = 52 alunos · 5.0 = mínimo de aprovação
n = 52 alunos · 5.0 = mínimo de aprovação
n = 59 alunos · 5.0 = mínimo de aprovação
Em 3 dos 4 grupos, mais de 40% dos alunos tiraram zero ou não compareceram à prova final. Combinado com a reprovação por nota, isso indica que boa parte dos "reprovados" nem chegou a ser avaliada de fato.
VGA consistentemente apresenta mais aprovados que Cálculo Iem ambas as turmas. A diferença é pequena em números absolutos, mas sugere perfis de dificuldade distintos entre as duas disciplinas.
Investigar políticas de frequência e engajamento antes de propor mudanças no conteúdo programático. A taxa de zeros sugere que o problema começa antes da prova.
A análise revela um desafio significativo no desempenho dos alunos nas disciplinas de Cálculo I e VGA na UFMT. As baixas médias e taxas de aprovação indicam que a maioria não atinge o nível de proficiência esperado — um sinal de alerta para a formação dos futuros profissionais e para a evasão universitária.
Necessidade de investigar as causas subjacentes: metodologias de ensino, pré-requisitos dos ingressantes e adequação da carga horária.
Implementação de estratégias eficazes e recursos de apoio ao estudante (monitoria, nivelamento, material multimídia) para melhorar o aproveitamento.
Expressamos nossa gratidão ao Prof. Dr. Laudino Roces Rodrigues pela orientação, pela disponibilização dos dados e pelo apoio fundamental no desenvolvimento desta análise acadêmica.
Graduando · UFMT
Graduando · UFMT
Orientador · UFMT